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Mostrando postagens de setembro, 2021

adormecer

Me encontro deitado em meio a uma relva turva Zumbidos de insetos elétricos na primavera O ritmo tremendo imposto pelo dia Reverbera em meu sangue e agita minha alma Percebo que a luz inunda o ambiente Momentos de silêncio com o corpo cansado Aberto ao momento deixando-se levar Pouco suspenso em nuvens de calor Fecho os olhos e vejo o escuro da noite Descendo até o ponto onde o coração repousa Pensamentos mais lentos se unindo em côro  Escadas que alcançam a escuridão sútil

at my worst

As casas estão molhadas As ruas também Esquinas cheias dágua Tudo transborda O vazio está por dentro Por fora a água inunda Lava a poeira Os céus abertos Trovões estridentes ao fundo As gotas atingindo o chão O ar preenchido por sons Aguaceiro que cai do céu Calor ainda se sente Parece que o verão está aí Inverno em último suspiro A primavera quase a chegar A mente se encontra cheia Pensamentos com cores escuras O peso do corpo na cama A cabeça instável e sonolenta