cinco dias
Dispersos apontando pra cima todos eles Direções ocultas dentro dos corações Depois de tudo, ainda está lá Deixando pra trás a dor de partir Estacas fincadas no coração Enunciado de feridas que não fecharam Em casas escuras com portas fechadas Encontro uma caixa coberta de sangue Fazendo um estrago mais uma vez Falando ao vendo esperando que alguém ouça Feito uma criatura exilada Fiel ao espelho sujo de poeira Girando ao ritmo da melodia que toca Gastando tempo com coisas inúteis Garantia de decepção em cada destino Gerindo tudo de forma descuidada O dedo aponta pra torre mais alta da rua Tão distante que dói só de olhar Qualquer dia ela desaba E todos nós ficaremos perdidos Doentio É Fazer a mesma coisa Gostar sempre da mesma pessoa E achar que tudo vai dar certo