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Mostrando postagens de junho, 2024

molhado

 eu quero ir para casa lugar esse que eu não reconheceria mais casa em mim? ou em outro alguém? os cômodos vazios dizem que ninguém mais habita ali eu gostaria de saber onde é  apesar de eu sentir que mesmo dentro dela não veria as portas, janelas, ou fotografias na parede eu olharia pela janela e meu olhar, inquieto  dedicaria total atenção ao temporal que se aproxima

o tempo que eu tenho

“pode me dizer que horas tem?” eu me pergunto o mesmo quando olho o relógio  e já vejo que faltam alguns minutos para mais um dia “são 7:12” falo com entonação clara na voz e percebo que para ele não faz tanta diferença  talvez o tempo em suas brincadeiras  crie espaços, lugares que no final só existem dentro das nossas memórias 

rua

 o plástico preto encobre o rosto mas as pernas também o corpo imóvel parece morto mas não está morte em vida, é o que eles dizem porém não se importam o plástico preto sufoca a vida