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Mostrando postagens de maio, 2025

menor de idade

  Às vezes me sinto menor de idade Quando um pensamento, um medo ou uma dor Cruzam minha mente Como um trovão que atinge uma cidade Criancinha mesmo, que chora e esperneia Que não sabe o caminho de casa Que se largada na esquina Grita pela mãe, em frente à escola, por hora e meia Às vezes me sinto pequeno Como pessoas que vivem em folhas de planta Casa de árvore que não se vê ao olho nu Palma da mão com terra molhada de sereno Nem sempre quero ser adulto Fingir que sei tudo o tempo todo Dormir com certeza de afazeres infindáveis Me sentir insatisfeito no pouco e no muito No fim o que resta é um eu em dois momentos Que mesmo completo, olha pro menino do passado Andando na rua mais pulando que correndo Buscando o equilíbrio, conversando com o tempo

13/5

  deita do seu lado esquerdo pra não se machucar se prepara para o mundo pra não se iludir  se acostuma com seus passos tortos pra não se perder enrijece essa carne pra quando a vida bater fecha os olhos pra quando a alma é cansada fecha a boca pra quando a fala é barata guarda aquilo que tua mãe te falou pra não se perder de você sente o céu, o mar, as árvores pra continuar a viver

sono

  assim como as unhas crescem e o verniz da vida cobre tudo lentamente por sobre a pele que começa a ressecar  nesse momento o tempo passa indomável  agora o peito adormece o coração desacelera  desejos de boa noite ouvidos no corredor cada respiro selando um acordo que a vida deste faz parte incessante troca de quadros por segundo que, por agora, acontece com os olhos fechados os desenhos que a mente faz teorias de sabores inúmeros superstição ou realidade? as lentes do adormecer finalmente enxergam o outro dia