tarde
Muita gente que sofre, Nessa massa que se move. Se revolve, dissolve, distorce, Muda, conforma, aceita, Espera, responde, oculta, Evita, ganha e rejeita. De nada adianta rejeitar o remédio, Que de bom não tem nada, Só mata o tédio. Depois volta tudo ao normal, Como se nada tivesse acontecido. Rotina baixo astral depois do dia corrido. Mais uma vez essa gente sofre, E a massa quase explode. De angústia, incerteza, desespero, Ignorância, desesperança, despreparo, Depressão, ansiedade, medo, Fraqueza, dureza e desamparo. O choro é livre, E assim sempre foi ao desamparado. Nas ruas sujas ou na sujeira da casa, Sempre foi fácil ser mal amado. Parece que corre pra afogar as tristezas, Na verdade se cansou de todas as belezas. Mais uma vez essa gente morre, É ninguém há que se importe.