surto
É como uma onda que queima por dentro Uma confusão de sentimentos Ardor que queima a mente Que deixa o pensar maltratado Expressões desoladas se instalam O marejar se inicia nos olhos Mas o calor que emana das lágrimas Não é igual ao do triste toque Extremo e irracional Montanha russa de estados Calafrios de ódio e dúvidas Repetições de coisas sem sentido Questionamentos então tomam conta Todos eles sem nenhuma concretude Baseiam-se no momento então Se misturam com um ácido azedume Depois tudo diminui o tom Até as rimas voltam a aparecer O choro ainda vem aos olhos Mas até ele não quer mais ser O sentir continua ali guardado Em tons escuros e desdém disfarçado Medindo por medo o modo como fala Parece que agora estou novamente controlado.