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pontos

  os tecidos da vida se conectam ao concreto que por vezes incerto, se faz solidário ao externo mudando o aparente mais uma vez o aspecto agora mudado externa, a ligação com o que somos mas que balança ao menor vento de dúvida  a incerteza traz pensamentos que agem contra a realidade do que somos estabelecendo assim uma constante imposição  de como devemos ser o ser precisa se ligar ao mundo externo, usando o que é  como pilar sendo assim os ventos de incerteza irão pairar mas a certeza de consciência supera a tudo

z

  o brilho dos seus olhos são de paz  lá dentro da alma de cores esquecidas no fundo de um lago sua alma é solar e sente mais se espalha por entre as ondas e se suspende no ar quente da praia seu sorriso é belíssimo e provoca alegria no meu coração  que tanto te vê e te olha seu amor é do jeito que é com todas as variações e coisas inesperadas da forma exata do seu coração 

Animal de estimação

  dos animais não se sabe nada. do focinho, dos olhos, do pelo cada fração de grunhidos, de apelo se sabe pouco ou quase nada. agora do coração, e um caso à parte os desencontros, feridas, desilusões e culpa, tudo se desprende de um arco e acerta como flecha a nuca. da alma se perde um pouco mais quando o assunto, a frieza, a incompreensão e o fardo todos eles unindo em uníssono soam como melodia cantada pelo bardo. amanhã o tempo se abre e os sons, as conversas e as cicatrizes somando-se ao bolo de coisas do agora carrega suas malas de mudança para, do olho, as raízes.

menor de idade

  Às vezes me sinto menor de idade Quando um pensamento, um medo ou uma dor Cruzam minha mente Como um trovão que atinge uma cidade Criancinha mesmo, que chora e esperneia Que não sabe o caminho de casa Que se largada na esquina Grita pela mãe, em frente à escola, por hora e meia Às vezes me sinto pequeno Como pessoas que vivem em folhas de planta Casa de árvore que não se vê ao olho nu Palma da mão com terra molhada de sereno Nem sempre quero ser adulto Fingir que sei tudo o tempo todo Dormir com certeza de afazeres infindáveis Me sentir insatisfeito no pouco e no muito No fim o que resta é um eu em dois momentos Que mesmo completo, olha pro menino do passado Andando na rua mais pulando que correndo Buscando o equilíbrio, conversando com o tempo

13/5

  deita do seu lado esquerdo pra não se machucar se prepara para o mundo pra não se iludir  se acostuma com seus passos tortos pra não se perder enrijece essa carne pra quando a vida bater fecha os olhos pra quando a alma é cansada fecha a boca pra quando a fala é barata guarda aquilo que tua mãe te falou pra não se perder de você sente o céu, o mar, as árvores pra continuar a viver

sono

  assim como as unhas crescem e o verniz da vida cobre tudo lentamente por sobre a pele que começa a ressecar  nesse momento o tempo passa indomável  agora o peito adormece o coração desacelera  desejos de boa noite ouvidos no corredor cada respiro selando um acordo que a vida deste faz parte incessante troca de quadros por segundo que, por agora, acontece com os olhos fechados os desenhos que a mente faz teorias de sabores inúmeros superstição ou realidade? as lentes do adormecer finalmente enxergam o outro dia

urgente

  olha aqui não desvia a atenção! desmoronou, derrubou, destruiu caos crítico, conturbado ciclo violenta via, vida vertiginosa  tudo isso tem que arrumar um lugar  dentro da mente, coração e alma quando não importa mais, continua vindo sem nenhum tipo de aviso URGENTE! lê se em letras maiúsculas  por que é importante? não sabe, não questiona e nem entende mas é sim, naquele momento urgente Urgente  Urgência  URGENTE!!!!!!@$! A alma pede silêncio!! O coração pede paz!! O espírito pede calma!! E o corpo pede presença!! voltamos com a programação normal.

7:47

 como essas árvores  enfileirados somos raizes que criam realidades à beira da estrada estamos clima severo sol, chuva, neve luz do sol da manhã  descendo do céu brisa leve tardes de silêncio inexistentes carros passam o quanto as árvores sabem de nós? em suas imutáveis moradias não se sabe observações inúteis  contraste que elas estabelecem  orgânico frente ao concreto de casas fúteis

eu

  que garantias eu tenho, da chuva não molhar meu sapato, do leite não transbordar, da mancha da roupa sair, quais são as chances, deu saber? que garantias eu tenho? de que hoje é só um dia, de que a minha mente apenas sente? de que vivo plenamente? quais são as minhas garantias, de fazer aquilo preciso, de pensar naquilo que eu invisto, de agir assim como eu me sinto? quais são as minhas certezas? de que eu quero estar comigo, de que vou ser meu amigo, abrigando quem quiser entrar.

tia

 os cabelos será que sempre foram brancos? as fotos antigas dizem que não as mãos sim, essas sempre foram ágeis a cuidar e repartir, eterna função o olhar de amor e a pele queimada de sol “me ajuda a torcer esse endredom?” as conversas à beira do tanque memórias que habitam um lugar bom a pequena área revestida de mosaico de pedra, cerâmica, vidro a voz cantada que vinha da cozinha “o ovo mexido está pronto”, quase um rito as estações percorreram meu corpo e o seu também mas quem dera viver mais uma tarde ouvindo suas histórias, um pleno amém

raleigh

 luz cinzenta, inverno agora no entorno a manhã  automóveis incessantes na rodovia  ruas repletas de nada estado constante de transitoriedade  por entre as vias da ancestralidade  que plantaram o pé aqui, independente de querer fincando raizes profundas  raizes queimadas, ressecadas  mas resistentes aqui eles vivem nos mesmos lugares ou se adaptam  mas um dia essa raiz florescerá,  estreitando novamente os laços com a terra que existia antes,  na família de suas mães  por entre a vida que pulsa na cor

pizz

 To be aimlessly on the go trying to dodge The feeling that never stops Of untold memories  and scars that seal the soul  never ending movement  walking the path with uncertainty  in the heart, the map of deceit   that pumps, life Liberation resides in observing the start and the end of repetitive cycles that like an unseen wheel spins  until the inevitable full stop.

números

 AI I o nada existe e persiste deslisando suavemente nas bordas da terra cubrindo a cama que é a vida se esquentando como uma cobra que pede salvação  II o homem conheceu o nada fagulhas de aço  trincando o espelho da alma repartiu-se. Aí o homem aceitou o nada III nada se fez o ser som que reverbera sem  direção  III translúcida calma do vazio do tanque de alga cristalina vivo, verde ser espaço compartilhado