Poeira do meio dia
Seu Rangel acordou mal humorado, como sempre. Desde o seu aniversário de 77 anos em julho, ele havia percebido que seu genro só aparecia em casa pra pedir dinheiro e isso, obviamente, o incomodava. Cada dia mais certo de sua condição de um velho imprestavel, nosso querido senhor Rangel não resistia e reclamava de tudo que via ou do que ouvia. Mas era um reclamação interna, ele não externalizava absolutamente nada. Era terça-feira, oito da manhã, 13 de janeiro. O calor já se fazia presente em todos os cômodos da casa e Dona Arlete já estava nos fundos da casa aguando as mudas de suculentas que comprara com o rapaz das plantas. Seu Rangel simplesmente detestava a mania da sua esposa em comprar todo tipo de coisa na porta de casa, ele...