too personal
Eu me encontro parado esperando
Tem dias que o frio consome
A cada passo eu volto para o ínicio
Estreitando a distância entre eu e meu fim
Nada preenche os momentos de ilusão
Cada vez mais absorto em pensamento cíclicos
Tomara que amanhã faça sol
Queria que fosse sexta-feira
O choro perambula por trás dos olhos
Se nega a brotar e correr
Às vezes aparece úmido
Tento mas não consigo mais sentir
A chuva caiu durante dias
Fazendo o mato ficar forte e mais verde
O céu obscuro revelava
A massa que se encontra dentro de mim
Não sei como consigo viver assim
Continuando sozinho sem prestar atenção
Idealizo demais quem eu sou
No fim acabo escolhendo o nada
A montanha russa de emoções não tem mais graça,
eu queria que ela parasse.
Mas se ela para eu não consigo mais andar em linha reta
Desaprendi a esperar menos das coisas.
Escrever me ajuda a pensar sobre isso
Essas coisas que me afligem e me deixam acordado
Não penso muito em mudar drasticamente
O trauma se instala e acaba deixando um vício
Tem dias bons onde mesmo que o sol não brilhe eu sinto alegria
Risos e piadas que saem com facilidade
Mas quando me encontro em meu quarto
Percebo que a máscara não me cai bem
A verdade é que tenho medo do silêncio
Ele me coloca de frente para o meu eu
A surpresa de não haver nada a ser dito
Ficar exposto ao que é inegável de uma vez só
Eu não sei o que quero porque minto para mim mesmo
Aliás, queria aprender a desaprender
Não quero mais saber quem eu fui ou o que eu fiz
Talvez eu consiga um dia de cada vez.
Mas eu quero?
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