as cores do céu ficaram verde, na verdade já estavam. Desde quando ela engravidara pela segunda vez, o tempo parecia ter colapsado, mas ela não entendia. Enquanto limpava a casa das donas que a chamavam de “preciosa”, ela não parava de olhar os sacos. Aquela quantidade de lixo era muito um indicativo forte de que aquelas pessoas tinham dinheiro para gastar e desperdiçar, isso não era o que acontecia com ela. As crianças às vezes não comeram. Se não fosse a menina, os olhos azuis com tons de verde, pedindo comida o tempo todo. Ela olhou pra trás quando virou na esquina daquela rua, nunca mais iria voltar. Estava decidida. Ultimamente parecia que sua história precisava de revisão. O olhar dos seus filhos aparecia em sonhos durante à noite, era real como uma faca que corta você enquanto prepara o almoço. Mas o céu continuava a ficar cada vez mais verde, mas perto do centro, como que rajadas onde você vê uma melancolia que é própria de quem já sofreu muito. Ela estava ficando sem meio...