raros

 dadas as condições, é difícil acreditar que alguém acredite nesta ou em alguma cidade.

apesar de tudo, esses ainda existem. pessoas que vivem por entre os escombros do que era um sonho, sobrevivendo com o pouco que têm. não é à toa que todos eles parecem parados no tempo, não se movem com a fluidez e a rapidez necessária ao homem atualizado. estão estagnados forçando com algo que já se debate em sua própria existência, essa cidade que há muito se esqueceu de quem é. uma lição talvez estejam ensinando para os outros que passam, que a incerteza do amanhã não os afeta. isso é deveras difícil de acreditar, já que se vê em seus semblantes o passar de décadas e as vicissitudes de muitas almas. vê-los pelas ruas andando não é tão comum, porém as oportunidades que se apresentam revelam mais uma vez a máxima: a cidade oprime o homem até que ele (in)conformado siga seu caminho.





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