crias

No escuro eles se criam,
Enquanto todos nós nos fechamos em muros
Desde pequenos andando livres
Levando da vida uma série de murros

Se acostumam de tudo, sem sentir mais nada.
Olhando para o passado e ignorando o futuro.
Foram jogados a sorte desde o início,
Sem saber que na cabeça havia um grande furo

Não sabem quem são e nem pra onde vão
Emitem sons altos para serem ouvidos
Nunca foram percebidos na chuva fina,
Agora são donos e criam muitos outros ruídos

Sua presença desagrada, é transgressora
Insinuando ódio, destilando todo tipo de confusão
Querem fazer tremer a todos que vêem
Impondo a tudo a sua visão

Visão conturbada cheia de efeitos alucinógenos
Implodindo o senso e destruindo as vidas
Estão nas ruas, todos os dias do ano
Observam as chegadas e também as partidas

Foram crianças, esquecidas na sarjeta
Viveram andarilhos sem saber onde pousar
A mente deteriorada um dia então pergunta
Por que não posso com isso tentar melhorar?

No final não melhora, são cativos deles mesmos
Rodopiando em motos e se movendo rápido
Antecipando a morte e gritando cada vez mais,
Corroendo a existência em uma viagem de ácido.



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