os tecidos da vida se conectam ao concreto que por vezes incerto, se faz solidário ao externo mudando o aparente mais uma vez o aspecto agora mudado externa, a ligação com o que somos mas que balança ao menor vento de dúvida a incerteza traz pensamentos que agem contra a realidade do que somos estabelecendo assim uma constante imposição de como devemos ser o ser precisa se ligar ao mundo externo, usando o que é como pilar sendo assim os ventos de incerteza irão pairar mas a certeza de consciência supera a tudo
o brilho dos seus olhos são de paz lá dentro da alma de cores esquecidas no fundo de um lago sua alma é solar e sente mais se espalha por entre as ondas e se suspende no ar quente da praia seu sorriso é belíssimo e provoca alegria no meu coração que tanto te vê e te olha seu amor é do jeito que é com todas as variações e coisas inesperadas da forma exata do seu coração
lembro de quando você capinava o quintal ao som de Gilberto Gil. quando ouvia Cazuza, e dizia que ele “escandalizou”. eu lembro lembro que você me ensinou a gostar de ler, sem usar ao menos uma palavra. eu ainda não sabia que a leitura me salvaria tantas e tantas vezes. lembro que conheci poesia através de você, que adorava recitar seus versos e suas canções. e acredito que eu ame a arte porque você amava a arte. lembro que o amor às palavras veio de dentro de você pra mim, assim como a sua cor, seu nariz e seus olhos. lembro também que tivemos dias tempestuosos, quando eu queria falar mais alto, imaturidade da juventude. lembro das praias que fomos, de momentos bons do passado e do quanto eu achava você inteligente. lembro agora da sua assinatura, das suas piadas sem graça, do quanto você gostava de cantar, da forma como você olhava com orgulho pra todos nós filhos, da sua timidez, dos dias de alegrias entre você e minha mãe e lembro do toque no meu pé quando saía pra traba...
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