"No final do dia, se quiser ver luz, dê um fim ao que se move lentamente. Ilumine os passos dele, para que não caia. Prepare o caminho, para os pés perdidos. Você verá a luz, assim saberá o que foi revelado". A inscrição na parede de sua casa parecia um ser com vida própria. Escritas à mão com o que parecia ser carvão, era curioso que estivessem ali desde sempre. Quem escreveu nunca foi visto por ninguém, e os vestígios da presença estranha há muito desapareceram. Uma mensagem endereçada ao habitante daquela casa, escrita por ninguém, era isso que ele gostava de pensar. O ele se chamava eu, era assim que se referia quando falava em voz alta. O Eu gostava de conversar com a escrita na parede, fingindo conhecer quem foi o ser que esteve ali, parado dentro daquela sala, provavelmente preocupado com a responsabilidade de seu aviso. - Eu gosto das plantas no verão, você gosta também, você? - Você foi o nome dado por Eu ao responsável pelos versos. Era inútil perguntar qualquer co...